segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

7 lições dos antigos babilônios para você investir melhor


Muito do que conhecemos hoje em dia sobre como investir vem desde a antiga Babilônia

Muitos dos princípios básicos de investimentos e finanças que conhecemos vem desde milhares de anos atrás. Os babilônios, que residiam aonde hoje é o Iraque, já sabiam como fazer seus rendimentos se multiplicarem através de simples atitudes. E é exatamente isso que a obra “O homem mais rico da Babilônia” de George S. Clason mostra a todos.
Através de 7 simples passos, essa antiga sociedade ensina modernas atitudes que podem fazer muita diferença no futuro, quando o investidor precisar realizar os lucros de suas aplicações. Confira-os:

Livro mostra 7 passos para investidor aumentar seus rendimentos (Getty Images)
Livro mostra 7 passos para investidor aumentar seus rendimentos

1º - Comece a fazer seu dinheiro crescer

Uma dica que costumamos ouvir desde pequenos, quando nossos pais estão de olho em nosso futuro é: sempre separe uma parcela da sua renda. Esse ensinamento vem desde muito antes. Os babilônios costumavam guardar cerca de 10% de suas rendas e depois de acumular uma quantia, investiam naquilo que acreditavam ter boa rentabilidade.

2º - Controle seus gastos para aplicar mais

Muitos dos nossos gastos são supérfluos. Por isso, a lição dos babilônios é listar aquilo que é necessário e o que é apenas desejo. Dessa forma, o investidor terá um maior controle de suas contas e no final do mês sobrará mais dinheiro para investir.

3º - Multiplique seus rendimentos

Só guardar dinheiro não resolve nada. Para vê-lo crescer é preciso procurar uma aplicação que se encaixe no seu perfil. “Ponha cada moeda para trabalhar de modo que possa reproduzir-se como algodão nos campos e trazer-lhe lucro, um rio de riqueza fluindo constantemente para dentro de suas bolsas”, conforme relata o livro.

4º - Proteja seu investimento contra perdas

Antes de aplicar seu dinheiro em um investimento, conheça o histórico da instituição em questão e veja se ela tem experiência no ramo. Também não tente investir sem aconselhamento, caso não tenha conhecimento sobre o mercado.

“Consulte homens experimentados. Siga a opinião daqueles que lidam habitualmente com dinheiro. Deixem que o tirocínio deles proteja seu tesouro contra os investimentos de alto riscos”, afirma o autor em sua obra.
5º - Faça do lar um investimento lucrativo

Antes de realizar um investimento, veja como anda sua situação financeira. De nada adianta aplicar seu dinheiro, caso haja dívidas para serem quitadas. Em primeiro lugar, é imprescindível estar com todas as contas em dia.

6º - Assegure uma renda para o futuro

Em outra palavras, garanta uma boa aposentadoria. Em algum momento, o investidor não terá mais renda para aplicar, e será o momento em que ele irá começar a realizar alguns lucros. Os babilônios costumavam investir em imóveis, mas hoje em dia também é possível aderir a um plano de previdência privada.

7º - Aumente seu conhecimento para ganhar mais

Em seu último conselho, o livro afirma que todo investidor deve ter, antes de tudo, um objetivo. Só dessa maneira ele conquistará aquilo que deseja.

“Assim, o último e sétimo remédio para a falta de dinheiro é cultivar suas próprias aptidões, estudar e somar conhecimentos, tornar-se mais habilidoso e agir sempre respeitando a si mesmo. Dessa forma, adquirirá suficiente autoconfiança para realizar seus mais acalentados desejos”, conclui o livro.

Fonte: InfoMoney

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Mães investidoras buscam segurança, mas já apostam na renda variável


Com foco no longo prazo, mais conservadoras e de olho no futuro próprio e dos filhos. Esse é o perfil de grande parte das mulheres, quando o assunto são investimentos e finanças pessoais.
Apesar desse tradicional conservadorismo, a participação do público feminino no mercado acionário tem crescido e o interesse na modalidade entre as mulheres aumenta cada vez mais.
De acordo com a BM&F Bovespa, no final de 2010, dos 610.915 investidores pessoas físicas na Bolsa, 24,76% eram mulheres.
Na época, elas somavam 151.271 investidoras na Bolsa, número dez vezes maior que o registrado em 2002, quando elas eram 15.030 e representavam 17,63% do total de investidores na Bolsa.
Esse aumento da participação das mulheres na Bolsa coincide com o aumento da renda da população entre 2003 e 2009, quando a mulher também começou a entender que é preciso correr mais risco para conseguir maior rentabilidade.


Busca do conhecimento


Segundo planejadores financeiros, uma das características dessas mulheres investidoras é que elas estão sempre em busca de conhecimento, pois conseguem lidar com diferentes assuntos e têm uma visão de médio e longo prazo que é importantíssima.

Os próprios números da Bolsa indicam que o comportamento de homens e mulheres ainda é diferente quando o assunto é investimentos, já que eles representam a grande maioria dos participantes (pessoa física). Mas, ainda de acordo com especialistas, essa diferença pode acabar, principalmente por conta do acesso à informação, a melhoria da educação financeira e a preocupação com o futuro, que hoje começa cada vez mais cedo e independe de sexo.
Sem medo de errar


A preocupação com os filhos e com o futuro financeiro da família é uma das principais “desculpas” para o conservadorismo feminino. Para quem quer se arriscar mais nos investimentos, algumas dicas:

  • aprenda a lidar com dinheiro e se responsabilize por ele. Você sentirá a necessidade de vê-lo crescer ainda mais.
  • estude, informe-se, trace metas e pense no futuro. Assim fica mais fácil mensurar de quanto precisará para ter uma vida financeira tranquila.
  • cuide das finanças sem medo, com autoconfiança e buscando sempre o melhor resultado.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Começou a receber salário? Não é hora de agir como rico


Jovens em início de carreira devem resistir às tentações do consumo e criar o quanto antes o hábito de poupar dinheiro

Logo que saem da universidade, ou ainda quando são efetivados durante a faculdade, jovens que acabam de conseguir o primeiro emprego geralmente não estão acostumados a lidar com as próprias contas, já que, até então, viveram com a renda dos pais ou familiares. Os primeiros salários darão aos novos profissionais a oportunidade de realizar alguns sonhos de consumo antes inalcançáveis. Então surge o perigo de exagerar nas compras parceladas e nas dívidas. “Para consumir como rico, primeiramente é preciso produzir como rico”, diz o especialista em investimentos Richard Rytenband, da consultoria Timos.
jovem apartamento
Para o professor de Economia, Ricardo Teixeira, da Fundação Getulio Vargas, a melhor tática é começar a fazer o planejamento financeiro desde o primeiro salário. Ainda que estagiários, trainees, aprendizes e pessoas em início de carreira geralmente recebam remunerações baixas, é importante resistir às tentações do consumo e criar o hábito de separar ao menos uma parte do dinheiro para o futuro. Embora o “poupar” desanime – pois despesas essenciais corroem grande parte do salário – é preciso ficar esperto e cuidar do dinheiro.




Teixeira aconselha os jovens a investir na caderneta de poupança no mínimo 10% do salário a cada mês. “Pode parecer pouco, mas devagar isso pode se tornar muito”, diz. Por ser um investimento de baixíssimo risco, com regras bem simples, isento de Imposto de Renda, sem taxas de administração e com a possibilidade de resgate dos recursos a qualquer momento, a poupança é bastante indicada a jovens em início de carreira.
Na hora de poupar, falar é sempre mais fácil do que fazer. Muitas vezes, porém, as pessoas fracassam simplesmente pela falta de controle. Comece anotando em um caderninho todas as despesas. Separe-as em dois grupos: as que são extremamente necessárias e as que são desejos que não precisam ser realizados agora. Procure tirar todos os meses uma porção do dinheiro do segundo grupo para a poupança.
Crédito

Agindo com responsabilidade, não haverá problemas em fazer algumas compras parceladas ou tomar dívidas para realizar sonhos rapidamente. Teixeira explica que o crédito pode ser muito vantajoso desde que seja usado corretamente.

O cartão de crédito também pode ser um aliado. Sempre use o histórico de consumo disponível na fatura para reavaliar a necessidade dos bens comprados. Gaste apenas de acordo com a própria renda – e não veja o limite do cartão como uma renda complementar.
“Mesmo sabendo que o salário vai ser depositado em sua conta, é bom gastar só o que está lá. Empresas tem dificuldades e podem facilmente atrasar salários”, alerta o professor Teixeira, lembrando que atrasos nos pagamentos de faturas de cartões, por exemplo, geram altas multas.
Rytenband lembra o caso do “Crédito Bom”, muito utilizado por empresas para alcançar mais lucros e que no caso das pessoas, também sendo usado com inteligência faz elas mais ricas do que se não tivessem recorrido a ele. “O crédito só se torna nocivo por culpa das próprias pessoas”, finaliza.

Fonte: InfoMoney

sábado, 1 de dezembro de 2012

Gastar é saudável e recomendado, dizem especialistas


Eles garantem que o gasto com moderação e de forma consciente, incentiva a poupança e o investimento




Quem vê o belo “barquinho a deslizar no macio azul do mar” talvez não perceba o quão difícil é chegar naquele momento. Afinal, premissas do iatismo indicam que para velejar é preciso encontrar o ponto certo entre o mar e o vento, a força e o jeito, ou seja, é preciso encontrar o equilíbrio. 
A lição pode ser transferida diretamente para nossas finanças. Afinal, para conseguirmos viver tal cenário - belo e bucólico - com o nosso orçamento, é fundamental encontrar o equilíbrio entre guardar e gastar. E acredite: gastar é necessário, e até recomendado. 


“Engana-se quem imagina que nós, profissionais das finanças, recomendamos apenas guardar dinheiro. Isso é uma inverdade; gastar também é importante! Afinal, a parte prazerosa do uso do dinheiro não é quando você ganha ou quando você guarda, é quando você gasta”, afirma o educador financeiro Álvaro Modernell*. 
“Já aconselhei um cliente a gastar mais. Ele se divertia muito pouco, os gastos com lazer eram muito baixos e usufruir o bom da vida, mesmo que para isso seja preciso gastar, é fundamental. Esse meu cliente tinha uma ótima situação financeira, mas não conhecia Londres, que era um grande sonho dele, então eu o incentivei a fazer essa viagem”, completa o consultor Raphael Cordeiro**. 
Evitando problemas

Manter um barco navegando em um mar revolto, ou no meio de uma ventania, não é tarefa fácil, assim como não é fácil manter os gastos dentro do limite, principalmente com tanto apelo consumista e aumento da renda. E se gastar é prazeroso, e até mesmo recomendável, a grande questão que fica é: como não transformar esse ato em um grande problema? 

Raphael Cordeiro afirma que estabelecer um percentual de gastos é um bom começo. “Se os gastos com lazer ficarem próximos a 10% da renda será uma boa margem, pois sobrará dinheiro para as despesas essenciais e até dinheiro para guardar e investir”, aconselha. 
Para Modernell, o segredo do sucesso é gastar apenas dinheiro. “As pessoas hoje gastam crédito, cheque especial e limite do cartão de crédito. Isso leva a grandes problemas financeiros, o segredo é gastar apenas o dinheiro já existente”. 
O educador diz ainda que há três regras que, se cumpridas, evitam metade dos possíveis problemas financeiros. 
São elas: 
- Regra 1:  pagar sempre à vista – “exceções podem ser feitas em casos de emergência, apenas!” 
- Regra 2: comprar aquilo de que você realmente gosta e precisa. “Não é preciso comprar apenas coisas necessárias, mas é preciso evitar comprar coisas por impulso, coisas que serão descartadas em pouco tempo”; 
- Regra 3: verificar o orçamento. “Se não for fazer falta para coisas mais importantes, a compra está liberada. O que não pode é priorizar algo supérfluo e deixar de pagar algo importante”. 
Vale lembrar que gastar de forma consciente leva em consideração os impactos desses gastos no orçamento atual, e também no futuro. “Um gasto que traga um prazer imediato, mas que atrapalhe a meta de aposentadoria, tem que ser muito bem avaliado”, diz o consultor.
Gastar facilita investimento

Raphael Cordeiro conta ainda que, para muitas pessoas, gastar pode dar mais ânimo para investir. “Trabalhar só para guardar dinheiro pode desanimar e prejudicar o ato de poupar e investir. De fato, o uso de uma poupança – para algo que se deseje muito - é uma motivação para dar continuidade a ela. Então, de certa forma, gastar ajuda a guardar”. 

Modernell concorda com o consultor. “Você quer comprar uma bolsa cara, fazer uma grande viagem ou adquirir um telefone de última geração? Faça isso! Mas antes junte o dinheiro necessário. Se você decidiu comprar, se preparou para isso, juntou dinheiro, economizou em outras áreas, fez sacrifícios, você conquistou o direito de se dar aquele prazer, de fazer aquela compra, então aproveite esse momento. As pessoas não devem se privar de comprar ou gastar com o que querem desde que tenham se programado para isso”. 
Cordeiro ainda completa: “Algumas pessoas poupam até exageradamente. É possível gastar sem culpa nenhuma. É importante realizar sonhos, viajar e usar o dinheiro para coisas que lhe tragam prazeres e deixem a vida mais feliz e agradável. Para isso serve o dinheiro”. 
*Conheça o perfil do Alvaro Modernell no Linkedin
**Conheça o perfil Raphael Cordeiro no Linkedin
Fonte: InfoMoney

terça-feira, 27 de novembro de 2012

13º salário: como investir para gastá-lo num futuro próximo


Especialista dá dicas baseadas em três perfis de poupadores, veja com qual você se identifica

O 13º salário, se não caiu, está próximo de cair na sua conta, certo? No entanto, você já pensou em não gastá-lo para, assim, fazer rendê-lo e tirar proveito num futuro próximo em algum sonho, viagem, ou até, reservá-lo para uma possível emergência?
O professor do Instituto Brasileiro de Mercados de Capitais do Rio de Janeiro (Ibmec-RJ), Daniel Sousa, nos dá alguns conselhos, alertando a segui-los somente se a pessoa já estiver com as dívidas quitadas. Caso contrário, deve preferir liquidar os débitos, até por conta dos perigos dos juros elevados pesarem demais no bolso.
O professor conta algumas estratégias, seguindo três perfis diferentes do “poupador de 13º salário”: 
Micropoupador

Quem não tem certeza se vai ou não precisar do 13º salário no futuro, pode colocá-lo para render em uma caderneta de poupança. Você pode sacar com rapidez, sem custo algum.

Sousa aconselha que todo mundo deveria ter uma reserva mínima para 90 dias, ou seja, ter disponível em poupança uma quantia para a sobrevivência durante 90 dias, até devido às incertezas que podem abalar a renda, como um possível desemprego.

Poupador com mais renda que não quer correr riscos

Uma excelente alternativa são os títulos do tesouro nacional. É uma maneira de você “emprestar” dinheiro ao Governo e receber juros sobre o montante. “O ideal, claro, é permanecer com o título até o seu vencimento, pois se não o fizer, seu preço de venda estará sujeito às flutuações do mercado”, explica o professor do Ibmec.

“Escolha um título com prazo que você saiba que durante o período não vai precisar do dinheiro”, orienta Sousa, aconselhando um período superior a dois anos, pois o imposto de renda é menor, atingindo a faixa mínima.

Poupador com mais recursos, sujeito aos riscos

O último caso é o poupador que tem uma certa quantia do 13º salário, talvez até somado a outras quantias e que tem o desejo de correr mais riscos e fazer seu dinheiro render um pouco mais. Sousa diz que um bom destino é poupar o dinheiro para comprar blue chips na Bolsa (ações com maior qualidade, propensas a resultar em maior liquidez).

Entretanto, é preciso ter foco no longo prazo. “O poupador deve tomar atitudes assim somente se não for precisar do dinheiro por um período inferior a cinco anos”, diz Sousa. Para quem não tem um conhecimento mais a fundo do Mercado, é interessante buscar uma boa corretora, pois são boas as chances de obter algum retorno. “Claro que é preciso frieza, já que num momento de queda das ações, não se deve tirar o dinheiro da Bolsa”, afirma o professor, ressaltando a importância de conter o desespero. 

Mas meu 13º nem é tão alto...

Por mais baixo que seja o salário, é possível sim colocar seu 13º para render de alguma maneira. “Já vi muita gente com renda baixa poupando e se enriquecendo, enquanto outras bem mais ricas, nem foram capazes de poupar dinheiro”, conta Sousa. “Para usar bem este benefício é preciso ter disciplina e foco”.

Fonte: InfoMoney

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Por que demoramos tanto para perceber que as finanças saíram do controle?


Especialistas explicam mecanismos da mente que nos fazem "ignorar" sinais de problemas financeiros e dão dicas para que dificuldades sejam identificadas mais facilmente

A pedagoga Cristina Queirós levou um susto quando se deu conta de que estava devendo mais de R$ 70 mil. Sem saber ao certo como as finanças chegaram a esse estágio – uma vez que não havia comprado bem de grande valor –, ela só percebeu o tamanho do problema ao pedir R$ 10 mil ao marido para pagar contas em atraso. 
“Eu não sabia que estava devendo tanto. Sabia que tinha cartões de crédito e empréstimos em atraso, mas não sabia o real valor das minhas dívidas. Achei que R$ 10 mil seriam suficientes. Mas meu marido quis que eu mostrasse tudo o que estava devendo antes de me emprestar o dinheiro, e só quando coloquei tudo no papel percebi que estava muito mais endividada do que imaginava”. 

O ideal é, mês a mês, parar para avaliar o orçamento e se questionar se os gastos são maiores ou menores que os ganhos
Cristina não é um caso raro entre os brasileiros. Muitas pessoas só percebem que as finanças saíram do controle quando já estão muito endividadas. “Infelizmente a própria biologia do ser humano explica por que ele demora tanto para perceber que está em problemas financeiros. Preferimos fingir que não estamos vendo. Acreditamos nas contas de cabeça que nunca são exatas. Nomeamos de dissonância cognitiva o processo que nos leva a duvidar do óbvio, a negar todos os sinais de que algo não está indo bem”, conta o economista pela PUC-SP e especialista em investimentos e métodos quantitativos pela FGV, Richard Rytenband. 
O planejador financeiro Valter Police completa: “Não é uma coisa que se faz de propósito, mas a pessoa vai deixando passar. Parece impossível engordar 100 kg sem se dar conta, não é? Mas a televisão está cheia de programas com pessoas que chegaram à obesidade mórbida sem procurar um médico, fazer uma dieta ou começar um programa de exercícios. O mesmo acontece quando o assunto é dinheiro”. 
Buscando soluções

No entanto, o fato de ser algo recorrente não significa que devemos considerar como normal. “Temos que assumir nossas responsabilidades e nossos atos. Nos endividamos excessivamente porque descuidamos das finanças. A culpa é nossa e só nós podemos impedir que a situação se agrave cada vez mais”, afirma Police. Para ele, nada é mais eficaz do que colocar, na ponta do lápis, os gastos e ganhos para evitar o endividamento. 

O consultor afirma que o ideal é, mês a mês, parar para avaliar o orçamento e se questionar se os gastos são maiores ou menores que os ganhos, e se está se pagando muitos juros. “Avaliando todos os meses a pessoa vai perceber se a situação está saindo do controle e aí é hora de parar e cortar os gastos supérfluos. Não é uma coisa gostosa de fazer, ninguém gosta de constatar que tem um problema, que não está dando conta. Mas quanto mais se deixa passar, pior vai ficar. Então, embora seja dolorido, quanto antes identificar o problema, melhor. Os juros no Brasil são altíssimos e podem elevar uma dívida rapidamente”, revela Police. 
Patrícia Santos é um exemplo. Não imaginava que os meses que ficou sem pagar o cartão de crédito, o cheque especial e o financiamento do carro popular, após ficar desempregada, resultariam em uma dívida de quase R$ 50 mil. “É muito difícil você descobrir que deve R$ 50 mil e não ter um patrimônio nesse valor. Não tinha ideia de que devia tanto até os avisos de cobrança começarem a chegar. Minha dívida era de roupas, passeios e o carro, que não custava mais do que R$ 20 mil, mas ainda não estava quitado. Não sei como cheguei a esse ponto sem perceber, mas sei que os juros ajudaram bastante. Precisei pegar empréstimos de familiares, vender o carro, e paguei primeiro o que cobrava mais juros”, conta a publicitária. 
Hábitos perigosos

Além de observar e avaliar atentamente os gastos, os especialistas afirmam que há vários sinais de que uma pessoa vai enfrentar um problema financeiro. “Tem gente que se engana. Já ouvi clientes dizendo que gastaram muito em determinado mês porque tiveram um acidente de carro. Isso acontece, claro. Mas é por isso que é fundamental ter seguro e plano de saúde. Também já ouvi a justificativa: tive um imprevisto, o IPVA (Imposto de Propriedade de Veículos Automotores). Ora, todos sabemos que IPVA não é imprevisto. Então, o primeiro passo é parar de se enganar e assumir que você está descontrolado”, garante Police. 

Rytenband completa: “é preciso saber identificar problemas e comportamentos de risco. Uma pessoa estourada no cheque especial, pagando 10% de juros ao mês, e que tem dinheiro na poupança - mas não o usa para quitar essa dívida - tem dificuldades para identificar comportamentos de risco. É comum a pessoa alegar que não quer mexer na poupança, “pois aquele é o único dinheiro que ela tem”, mas manter um investimento que rende 0,5% ao mês e continuar pagando 10% de juros certamente vai levá-la à falência”. 
Mas, para o planejador financeiro da Police Consultoria, o sinal mais claro de um provável problema é o aumento no nível de endividamento. “É fácil perceber. Uma pessoa que não pegava dinheiro no banco e que, de repente, começa a entrar no cheque especial, passa a considerar o limite do cheque parte do salário. Quem vez ou outra pega um empréstimo no caixa eletrônico e depois começa a pegar um empréstimo para pagar outro vai enfrentar sérios problemas. A mesma coisa com o cartão de crédito: primeiro a pessoa compra no cartão e paga a fatura. Depois começa a parcelar as compras no cartão, aí para de pagar o total da fatura, em seguida começa a parcelar itens como supermercado no cartão e, por fim, pega empréstimo para pagar o cartão. É um caminho longo com sinais que podem ser percebidos se a pessoa estiver atenta às mudanças no seu comportamento”. 
De fato, Cristina admite que faltou atenção aos seus gastos e comportamentos. “Foi preciso levar um grande choque para perceber que eu estava descontrolada. Percebi que gastava muito dinheiro com mimos para os meus filhos, sempre usando a desculpa de que eles mereciam tudo de melhor. Realmente merecem, mas já entendi que tenho que dar a eles o que meu orçamento permite. Mesmo tendo essa consciência é difícil controlar. Meu marido está me ajudando para que eu não cometa os mesmos erros. Felizmente, eu pude contar com o dinheiro que ele poupava para pagar as dívidas, senão eu ainda estaria pegando empréstimos, fazendo novas dívidas, tanto para tentar quitar o que estava devendo, quanto para consumir ainda mais”. 
Valter elogia a atitude de Cristina. “A família precisa estar perto nesse momento. Aliás, eu defendo que o orçamento deve ser feito e avaliado por todos da família. Não adianta um se controlar e os outros gastarem demais. Manter os gastos dentro de um limite deve ser um compromisso de toda a família”. 
O motivo que levou Cristina a se endividar é o mesmo que leva muitas pessoas aos problemas financeiros: comprar por achar que merece. 
“Todo mundo, quando vai comprar algo mais caro, usa essa afirmação: eu mereço, trabalho tanto. Provavelmente mereça mesmo, mas esses agrados podem trazer uma grande dor de cabeça. A verdade é que quem não atingiu a independência financeira não deveria se dar ao luxo de ter algumas coisas. Carrão e casa de praia não são sinônimo de uma boa situação financeira. Ao contrário, são bens que trazem despesas e podem comprometer muito o orçamento de uma pessoa. É preciso ter cuidado ao proferir a frase ‘eu mereço’”, alerta Richard Rytenband. 
Independência financeira

O economista explica que, para evitar definitivamente os problemas, o caminho é óbvio: atingir a independência financeira (conseguir que os lucros - gerados por bens e investimentos - paguem todas as despesas mensais), para que a pessoa não precise de fontes externas de renda, nem mesmo do salário.

“Sei que isso não é fácil, mas é possível. O problema é que a mentalidade das pessoas está errada. Por exemplo, as pessoas não têm que poupar com o objetivo de ter uma reserva para a aposentadoria, o ideal é adotar hábitos que levem a conquistar a independência financeira antes, para ter rendimentos durante a aposentadoria. Mas, para conseguir isso, é preciso ter investimentos e uma sobra constante. É fato: só vai se dar bem quem gasta menos do que ganha”, afirma o professor, que completa: “e também é importante saber que não é possível conquistar esse patamar apenas poupando. Para conseguir isso é preciso investir, já que a poupança apenas evita que o dinheiro perca seu poder de compra”, aconselha Rytenband. 
Teste rápido

Richard Rytenband elaborou um teste para você identificar se é candidato a problemas financeiros. Se você identificar, em seu comportamento, pelo menos três atitudes das cinco descritas a seguir, pode enfrentar dificuldades se não alterar rapidamente sua forma de agir.  

1 - Gasta tudo que tem ou mais do que tem.
2 – Tem qualquer forma de dívida, principalmente cartão de crédito e cheque especial.
3 - Não tem o hábito de investir.
4 - Não é “útil” para a sociedade: sem utilidade social, se a pessoa ficar desempregada, não consegue se reposicionar. Sem ganhos, não há como atingir a independência financeira. É fundamental investir em si próprio para se tornar útil. 
5 – Não tem consciência de que o dinheiro perde valor ao longo dos anos – sem essa consciência, a pessoa deixa o dinheiro em investimentos muito conservadores, que não trazem lucro.

Fonte: InfoMoney

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Professores de Sobral conseguem premiação no VIII Encontro Economia do Ceará em Debate

       Como era de se esperar, 3 de nossos professores foram premiados no VIII Encontro Economia do Ceará em Debate. Mas uma vez mostraram suas competências em poder fazer trabalhos de grande relevância para o sociedade cearense.
          Segue abaixo a classificação( trabalho premiado e autores):

3º Lugar
GASTOS PÚBLICOS E CRESCIMENTO ECONÔMICO: EVIDÊNCIAS DA ECONOMIA CEARENSE
Autores: Gabriel Sampaio Morais (UFC–SOBRAL), Jair Andrade de Araujo (UFC – SOBRAL) e Vitor Borges Monteiro (UFC – SOBRAL)

2º Lugar
UM ESTUDO SOBRE AS CAUSAS DE ABANDONO ESCOLAR NAS ESCOLAS PÚBLICAS DE ENSINO MÉDIO NO ESTADO DO CEARÁ
Autores: Pablo Urano de Carvalho Castelar (CAEN – UFC), Vitor Borges Monteiro (CAEN – UFC) e Daniel Campos Lavor (CAEN – UFC)

1º Lugar
EFEITO VIZINHANÇA SOBRE A ESCOLHA DO INDIVÍDUO NO MERCADO DE TRABALHO EM FORTALEZA
Autores: Celina Santos de Oliveira (CAEN – UFC)  e Ricardo Brito Soares (CAEN – UFC)

         A equipe do Blog, parabeniza todos os professores mesmo os que não foram contemplados com prêmios pela grande participação que tiveram nesse evento!!!

terça-feira, 20 de novembro de 2012

IPECE realiza, hoje, o VIII Encontro Economia do Ceará em Debate, marcado pela grande presença dos professores de Ciências Econômicas e Finanças da UFC/Sobral


   

    Mais uma vez os professores da UFC/Sobral marcam presença no encontro organizado pelo IPECE (Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará), mostrando cada vez mais competência e esforço para realizar pesquisas relevantes a sociedade cearense. Vendo tais exemplos, nos sentimos motivados a estudar cada vez mais. A seguir uma breve descrição do objetivo do encontro, presente no próprio site Instituto:

    “O objetivo do Encontro é dar oportunidade para que estudiosos da economia cearense possam debater ideias de diferentes áreas em um foro apropriado e, ao mesmo tempo, possibilitar que autoridades públicas que interveem no processo de desenvolvimento do Estado apresentem as políticas que têm efeitos diretos sobre a economia e a sociedade cearense.

      Durante todo o dia do evento, todos os 24 trabalhos selecionados vão ser debatidos. Para isso, o evento é composto por quatro grandes mesas, cada uma englobando os artigos correspondentes aos temas. A primeira mesa trata sobre “Finanças Públicas e Crescimento Econômico”; a segunda tem como tema  “Estado e Sociedade; a terceira “Desigualdade e Pobreza” e a quarta e última “Políticas Públicas e Mercado de Trabalho”.”

     Quem desejar ver os artigos e autores por mesa, acesse o link.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Por que é tão difícil poupar?


Para muitos, poupar é tão difícil quanto começar uma dieta, parar de fumar ou praticar exercícios. Isto independe do salário recebido, pois os gastos aumentam com o salário


Para muitos, poupar é tão difícil quanto começar uma dieta, parar de fumar ou praticar exercícios freqüentes. O mais interessante é que esta dificuldade muitas vezes independe do salário recebido, ou seja, os gastos aumentam na mesma proporção em que as pessoas recebem aumentos salariais.Para entender este fenômeno é preciso analisar, com cuidado, por que é tão difícil poupar.



Poupar significa adiar um sonho de consumo

O que é melhor: comprar hoje aquele celular que você tanto quer, ou guardar o dinheiro para juntar um pé de meia? Mesmo diante das incertezas atuais, a grande maioria prefere a satisfação de um sonho realizado à segurança de um futuro mais tranqüilo. A razão para isso é muito simples, em uma sociedade de consumo como a nossa aquilo que era supérfluo há poucos anos atrás, hoje é visto como essencial.
Vamos seguir com o exemplo do celular, já que ele não só passou a ser um bem essencial, como também é importante manter-se atualizado quanto aos modelos. Não basta mais ter um celular, é preciso ter o melhor, o mais equipado, o mais moderno. Neste sentido, gastar R$ 100 por mês com o celular passou a ser algo trivial, mesmo para as pessoas de menor poder aquisitivo.
Se considerarmos que poupar significa gastar menos do que seu salário permite e exige sacrifícios e esforços, não é difícil entender porque poucas pessoas estão dispostas a isso.



Por que é tão fácil ficar endividado?

Ainda mais preocupante que a dificuldade que as pessoas têm em poupar é a facilidade que têm em se endividar. Antes do Plano Real, era praticamente impossível obter um financiamento, pois os próprios bancos concentravam-se nos financiamentos de empresas, ignorando quase que por completo o financiamento ao consumo. Desde então muito mudou e o acesso ao crédito ficou mais fácil, como se verifica no forte crescimento do volume de crédito ao consumo concedido.
Diante desta situação, aqueles que há muito tempo tentavam realizar um sonho de consumo, não pensaram duas vezes ao comprometer uma grande parcela de seu orçamento com financiamento de bens que até pouco tempo não eram tão essenciais. Este é o caso, por exemplo, do aparelho de microondas, da máquina de secar roupa, do freezer, do segundo aparelho de TV, etc.
O que estas pessoas se esqueceram é que ao deixarem de poupar e comprometerem boa parte do orçamento com dívidas, elas não se prepararam para uma eventualidade, como perder o emprego, necessidade de internação, reformas na casa, etc. Desta forma, não é preciso mais do que poucos meses para uma pessoa que gozava de um padrão relativamente bom se ver diante de uma dívida crescente.



Lembre-se: querer nem sempre é poder!

A grande dificuldade de poupar, em uma sociedade de consumo como a nossa, é que muitas vezes aquilo que desejamos comprar passa a ser uma necessidade, algo com o qual não podemos viver sem. Desta forma, não importa se temos dinheiro suficiente para comprar um carro novo, nossa vida deixa de ser possível sem ele. Começamos a imaginar inúmeros problemas que enfrentamos por não ter o carro novo, de forma que fica cada vez mais difícil ceder a tentação de entrar num financiamento.
Ter dinheiro suficiente para pagar as prestações do financiamento do seu carro não basta. É preciso poder arcar também com o seguro, o IPVA, a manutenção, etc. Este é o erro mais comum entre as pessoas que cedem à tentação do financiamento, pois concentram sua atenção no valor da prestação e esquecem de incluir todos os outros gastos necessários para a manutenção do bem.



Quando poupar é a melhor opção

Ao contrário do que muita gente pensa, sempre que você quiser comprar algo para o qual não tem dinheiro suficiente, o melhor não é entrar em longos financiamentos, mas sim poupar. Por que será que as pessoas têm tanta dificuldade em guardar dinheiro, mas não pensam duas vezes ao comprometer 40-50% do seu salário com prestações eternas para a compra de um carro, de uma televisão, ou até mesmo de um celular?
Com os juros nos níveis atuais, a verdade é que não vale a pena financiar, pois ao quitar sua dívida você provavelmente pagou pelo menos duas ou mais vezes do que gastaria no pagamento à vista. De acordo com a Anefac, a taxa de juro média cobrada em um financiamento, com prazo superior a 18 meses, é de 7,38% ao mês.
Neste caso em um ano você pagará, só em juros, o equivalente a quase um bem e meio. Assim, o melhor certamente é poupar o dinheiro da prestação, atrasar a compra por alguns meses e obter um desconto na compra à vista.



Como começar a poupar

Assim como não há dietas milagrosas que não envolvam sacrifícios, não existe uma regra de ouro para se começar a poupar que não leve a um aperto de cinto. Analise com cuidado seu orçamento, de forma a identificar áreas onde possa cortar gastos, não se esqueça que é preciso força de vontade para abrir mão de alguns gastos.
Assim como na dieta, começar a poupar exige uma mudança de atitude, é preciso perseverança. Mas pense no resultado. Lembre-se que poupar é o primeiro passo para uma estratégia de investimento bem-sucedida!

Fonte: InfoMoney


sábado, 17 de novembro de 2012

Como funciona a Bolsa de Valores e como aplicar em ações na Bovespa



O que são ações na Bolsa de Valores?
Uma ação é a menor parte do capital de uma empresa, é um pequeno pedaço dela. Uma pessoa que compra uma ação passa a ser uma pequena sócia da empresa. 

Tipos de ação 
Ordinária Nominativa (ON) - dá direito a voto em assembléia sobre definições da empresa. 

Preferencial Nominativa (PN) - não dá direito a voto, mas preferência no recebimento de dividendos.

As empresas dividem seus lucros com os acionistas. Algumas fazem isso mensalmente, outras trimestralmente.

Os dividendos dados a quem tem ONs nem sempre são iguais aos dados a quem tem PNs.

Nesses casos, as preferenciais nominativas recebem valores maiores. Além disso, as PNs são vendidas e compradas com maior facilidade. 

Porém, algumas empresas só disponibilizam ações ordinárias nominativas. 

Como investir em ações? 
As ações são negociadas nas Bolsas de Valores. No Brasil, a compra e venda de ações acontece na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). 

Essas negociações são feitas por meio das corretoras habilitas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). 

A lista das corretoras credenciadas pode ser encontrada nos sites da CVM e da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), no item Corretoras. 

Para começar a comprar e vender ações, é necessário fazer um cadastro na corretora (informando nome, profissão, endereço e entregando cópias de RG, CPF e comprovante de residência).

Assim, a corretora abre uma conta desse investidor na Bovespa. Cada instituição determina qual a quantia mínima para a abertura da conta. 

As ações podem ser compradas de três maneiras: 
1) Fundos de Investimento: um fundo funciona como um condomínio. Cada um dos seus investidores possui uma cota, que corresponde a uma porção do total de ações que o fundo tem.

Cada fundo tem seu próprio estatuto, que informa suas regras e o grau de risco de seus investimentos.

Todo fundo precisa ter um gestor certificado pela CVM, que coordena as compras e vendas de ações.

Assim, quando uma pessoa adere a um fundo, deve estar de acordo com sua política de investimento, especificada em seu estatuto. 

2) Clubes de Investimento: os clubes têm um caráter menos formal que um fundo.

Um grupo de amigos ou familiares pode formar um clube, que pode ser aberto com no mínimo três pessoas e chegar até um limite de 150. 

Diferentemente dos fundos, não precisam de um gestor certificado pela CVM, mas um representante que dê à corretora a ordem de compra ou venda de ações.

Nesse caso, há maior liberdade por parte das pessoas que compõem o clube sobre quanto e onde será investido. 

3) Individualmente: nessa situação, a pessoa controla as ordens de compra e venda de suas ações.

Para escolher quais ações comprar, pode contar com os consultores da corretora, que irão tirar dúvidas e ajudar a identificar quais são os bons investimentos para aquele momento. 

O investidor pode acompanhar sua conta, ter acesso aos custos de operação e comprar e vender ações pela Internet (com exceção dos fundos, onde quem compra e vende é o gestor).

O nome desse serviço é Home Broker e pode ser acessado pelo site de uma corretora que oferece este sistema. A lista dessas corretoras pode ser encontrada no site da Bovespa

As ordens de compra e venda também podem ser dadas pelo investidor por telefone. Ou seja, o investidor liga para sua corretora e informa o que deseja fazer. 

Sempre que se compram ou vendem ações, há um período de três dias úteis para que o dinheiro saia ou entre na conta que o investidor possui.

No caso dos fundos ou clubes, cada um tem um regulamento próprio que indica em quanto tempo o dinheiro poderá ser retirado após uma ordem ser efetuada.

Taxas 

  • Taxa de operação - cobrada cada vez que é emitida uma ordem de compra ou venda 
  • Taxa de custódia - cobrada mensalmente pela guarda das ações (a corretora pode escolher não cobra-lá nos meses em que o investidor comprou ou vendeu ações) 
  • Taxa de corretagem - paga quando a ordem de compra e venda é feita por telefone. É calculada em relação ao valor da operação.
  • Taxa de emolumentos - paga à Bovespa e calculada em relação ao valor que envolve a compra ou venda de ações. 
  • Taxa de administração - cobrada nos fundos e clubes, é calculada anualmente em relação ao valor aplicado no fundo e cobrada proporcionalmente ao período em que o investidor manteve operações. Se o investidor retirar o dinheiro em seis meses, pagará uma taxa proporcional ao período. 
  • Taxa de performance - cobrada quando o fundo supera a rentabilidade esperada.

  • Com exceção da taxa de emolumentos, cobrada pela Bovespa, o valor das outras taxas varia de acordo com a corretora. Por isso, antes de escolher uma corretora, é importante pesquisar.

    Qual o valor mínimo para investir em ações? 
    Não há valores mínimos para se investir em ações, eles variam de acordo com a corretora e o preço das ações que serão compradas. Para quem investe valores pequenos, como R$ 1.000, optar por um fundo ou clube pode ser uma maneira de aumentar o total investido.

    Porém, quando a quantidade de ações compradas por meio de um fundo for a mesma que a pessoa pode comprar investindo sozinha, torna-se vantajoso comprar diretamente. A vantagem de investir individualmente é que neste caso não se paga a taxa de administração.

    Riscos 
    A compra de ações é considerada um investimento de alto risco. Por causa das variações nos preços das ações, não há garantia de retorno do que foi investido.

    Essas altas e baixas podem acontecer, por exemplo, devido a alterações no setor de atuação da empresa. Esse é o chamado risco de mercado.

    O que também pode acontecer é o risco de liquidez. O problema aí é não conseguir vender uma ação que tenha sido comprada. Por isso, o ideal é não investir em ações valores que sejam necessários em curto prazo.

    Fonte: UOL Economia