segunda-feira, 23 de julho de 2012

Como organizar as finanças nas diversas etapas da vida?


Fonte: Google Imagens

Especialistas em educação financeira ensinam a organizar a vida financeira nas principais etapas da vida, para aproveitar o dinheiro ao máximo

Organizar as finanças e conseguir adequar os gastos à renda mensal. Pode até parecer simples, mas muitas pessoas ainda sofrem com questões como estas e não levam em consideração as etapas da vida para estipular metas e objetivos financeiros.

Os especialistas em finanças ressaltam que o orçamento pode ser adequado para as diferentes fases da vida, desde os jovens, que normalmente ainda não têm uma família constituída e possuem gastos específicos, com diversão, roupas e estudos, por exemplo, até os aposentados, que já não estão mais no mercado de trabalho e possuem outros tipos de gastos, com saúde e medicamentos, por exemplo.

Dos 20 aos 30 anos

Fonte: Google Imagens
Nesta idade, muitas vezes, o jovem ainda mora com os pais e não possui tantas responsabilidades financeiras. Por isso, segundo a especialista em finanças e diretora do The Money Camp, Silvia Alambert, esta é a hora de tentar economizar o máximo possível e aproveitar para investir.

“Nessa faixa etária, para aqueles que ainda moram com os pais e já possuem uma renda mensal, é possível direcionar de 35% até 50% do salário para uma conta de investimento”, ressalta.
Para a educadora, é importante começar a pensar na aposentadoria desde muito cedo, para evitar grandes esforços financeiros ao longo da vida. “O quanto antes se começar a pensar nisso, melhor. Quanto mais o tempo vai passando, mais difícil de alcançar determinado objetivo”, diz a educadora.
A opinião é compartilhada pelo educador financeiro e sócio fundador da Mais Ativos, Álvaro Modernell. “O ideal mesmo é que os próprios pais comecem a pensar na aposentadoria dos filhos. Se isso não acontecer, o jovem deve se preocupar com isso assim que conseguir o primeiro emprego e já destinar uma parte da renda”, afirma Modernell.
Segundo o educador, com o mercado de trabalho aquecido, já é possível que os jovens sejam até mais criteriosos para escolher a empresa em que vão trabalhar. “Eu aconselho para aquelas pessoas que tiverem oportunidade de escolher emprego, para optar por empresas que oferecem plano de previdência”, diz Modernell.
De acordo com ele, uma das vantagens dos planos de previdência empresariais é que, na maioria dos casos, a cada real investido pelo funcionário, a empresa coloca outro, o que aumenta consideravelmente o benefício.


Adequar o orçamento
De acordo com Silvia, não é preciso que o jovem deixe de fazer as coisas de que mais gosta, como sair com os amigos, mas é importante adequar estes gastos à sua realidade e conciliá-los com a renda.

“Se for o caso, é importante refazer a contabilidade, para viver dentro do orçamento”, ressalta a educadora.
Para o sócio da Mais Ativos, o jovem não precisa deixar de fazer nada do que estava acostumado. Mas é importante respeitar duas condições: “separar uma parte da renda para investimento e comprar sempre à vista”.

Por volta dos 35 anos

Nesta fase da vida, as pessoas já estão inseridas no mercado de trabalho e a renda já está mais consolidada. Ao mesmo tempo, as responsabilidades costumam ser bem maiores. Gastos com escola, saúde dos filhos e financiamentos são bastante comuns nesta etapa da vida.

Com isso, é preciso aproveitar o bom momento da carreira. “Normalmente as pessoas estão próximas do ápice profissional. Esta é a hora de produzir o máximo possível para que gere renda e para reforçar a parte de previdência”, ressalta Modernell.
Segundo ele, além do plano normal de previdência, é importante pensar em outros investimentos complementares para o longo prazo. “É importante diversificar, formar uma carteira de ações para daqui a 20, 30 anos poder utilizar os benefícios da renda passiva” , diz Modernell.

Aposentadoria

Para aqueles que já estão na idade de se aposentar, os gastos geralmente passam a ser outros. “A pessoa deixa de se preocupar com despesas relativas aos filhos, mas surgem outras, com saúde e medicamentos”, aponta Silvia.

Assim, de acordo com Modernell, se você poupou durante toda a vida e agora possui uma renda suficiente para parar de trabalhar e viver de maneira confortável, é hora de aproveitar, sempre com moderação.
“Quem se preparou para este momento da vida tem uma tranquilidade muito maior. É importante apenas ser um pouco mais conservador com os investimentos, já que o tempo de recuperação é menor. Também é possível viajar, aproveitando estações intermediárias, quando os preços são mais baratos”, diz.
Já para quem não fez um plano de aposentadoria e não possui uma renda suficiente, é mais complicado. “Depender apenas da Previdência Social pode ocasionar uma queda muito forte da renda”, diz Modernell.
Neste caso, se for possível, ele aconselha que se continue a trabalhar, tentando economizar o máximo possível. “A pessoa pode trabalhar com consultoria para buscar uma renda complementar”, exemplifica.


Fonte: InfoMoney

sábado, 21 de julho de 2012

Conheça os títulos públicos comercializados pelo Tesouro Direto

Os papéis da dívida pública podem ter rentabilidade pré ou pós-fixadas e são disponibilizados na internet, facilitando a compra e venda.

Fonte: Google Imagens


Tesouro Direto possibilita a negociação de títulos da dívida pública pela internet. Quem decide aplicar nos papéis do governo, tem a oportunidade minimizar os custos com investimentos, pois o investidor pode montar sua própria carteira, escolhendo os prazos e os indexadores de acordo com seu objetivo com taxas mais baixas do que as cobradas nos fundos de investimento, por exemplo.
Além disso, possui liquidez e é fácil de comprar e vender. Atualmente, o Tesouro Direto disponibiliza 5 tipos de títulos diferentes. Conheça suas características:

LTN (Letras do Tesouro Nacional)

Sua rentabilidade é definida no momento da compra (prefixada) e é um título nominativo e negociável.
Este tipo de título é ideal quando a taxa de juros está alta e existe tendência de estabilidade ou de queda. Desta maneira, o investidor "trava" a sua rentabilidade em um patamar elevado, mesmo que a taxa venha a recuar posteriormente.  A emissão de LTNs é feita através de ofertas públicas (leilão) ou pelo Tesouro Direto (oferta pública sem leilão).

LFT (Letras Financeiras do Tesouro)

Diferentemente da LTN, esse título tem sua rentabilidade pós-fixada, o que significa dizer que o investidor que opta por esse título só saberá o valor de seu rendimento na data de vencimento.
O papel é atualizado diariamente com base na Selic (taxa básica de juros). Isso quer dizer que este tipo de título é ideal para quem acredita na elevação da taxa, pois assim os ganhos também serão maiores. As LFTs podem ser obtidas através de leilões ou diretamente, pelo Tesouro Direto.

NTN-B (Notas do Tesouro Nacional série B)

Quem aplica nesse papel recebe um cupom semestralmente, o que permite um aumento na liquidez.
Sua rentabilidade é pós-fixada e indexada ao IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), portanto o preço do papel flutua de acordo com a expectativa da inflação e o investidor que não conseguir mantê-lo até a data de vencimento pode ter uma rentabilidade maior (ou menor) do que a acordada. O título é ideal quando se espera um avanço dos índices de preços.

NTN-B Principal

Assim como a NTN-B, a nota da série B Principal permite um ganho real e protege o investidor da elevação do IPCA. A principal diferença desse papel para o anterior é a formação de preços mais simplificada, com metodologia de cálculo mais simples para o investidor, já que não há o cupom semestral.

NTN-F (Notas do Tesouro Nacional série F)

Possui rentabilidade prefixada, assim como a LTN, mas como a NTN-B, quem aplica na nota recebe semestralmente um cupom, o que possibilita aumento de liquidez e oportunidade de reinvestimento.
Esse título também é indicado para os que acreditam que a taxa de juros da economia deve cair.

Fonte: InfoMoney

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Copom indica que deverá efetuar novo corte nos juros


Banco Central divulgou a ata da última reunião do Copom nesta quinta.Mercado aposta em novo corte de 0,5 ponto, para 7,5% ao ano, em agosto.


O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central indicou nesta quinta-feira (19), por meio da ata de sua última reunião, quando os juros recuaram para 8% ao ano, nova mínima histórica, que o processo de corte dos juros, iniciado em agosto do ano passado, deverá ter prosseguimento. O próximo encontro do Copom está marcado para o fim de agosto.
"O Copom entende que, dados os efeitos cumulativos e defasados das ações de política implementadas até o momento, qualquer movimento de flexibilização monetária adicional deve ser conduzido com parcimônia", informou a instituição no documento.
                            

Desde que começou a utilizar a palavra "parcimônia" nos comunicados, o BC tem optado por reduções de 0,5 ponto percentual. A aposta do mercado financeiro é justamente de que a autoridade monetária continuará reduzindo os juros em agosto, quando a taxa, ainda segundo os analistas, deverá recuar de 8% para 7,5% ao ano.
A maior parte do mercado financeiro aposta que a redução de juros prevista para agosto (7,5% ao ano) seria a última deste ano. Entretanto, alguns analistas já estimam que a taxa básica da economia poderá chegar a 7% no fim de 2012, ou até abaixo disso.
O processo de redução dos juros básicos da economia tem sido uma das principais marcas do governo da presidente Dilma Rousseff na área econômica. No mercado bancário, porém, o repasse total dos cortes efetuados desde agosto do ano passado chegou somente em maio deste ano.

Cenário externo e atividade econômica

Ao baixar os juros, o BC busca estimular a atividade e combater os efeitos da crise financeira internacional na economia brasileira. Mesmo com oito cortes consecutivos nos juros, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu apenas 0,2% no primeiro trimestre deste ano.
A autoridade monetária avalia que os cortes de juros demoram de seis meses a um ano para terem impacto pleno na economia, e informa que espera um crescimento maior do PIB brasileiro no segundo semestre de 2012.
O Copom informou, na ata de seu último encontro, divulgado hoje, que a recuperação da atividade econômica doméstica tem se materializado de "forma bastante gradual". Por outro lado, acrescenta que o cenário central contempla ritmo de atividade mais intenso neste semestre.

Sistema de metas de inflação

Pelo sistema de metas de inflação, que vigora no Brasil, o BC tem de calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas, tendo por base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Para 2012 e 2013, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.
O Copom tem argumentado que a crise financeira internacional possui "viés desinflacionário" e que, por isso, tem sido possível reduzir a taxa básica de juros sem comprometer o controle da inflação.
"O Copom avalia como decrescentes os riscos derivados da persistência do descompasso, em segmentos específicos, entre as taxas de crescimento da oferta e da demanda", informou o Banco Central. A instituição diz ainda que, no cenário central com que trabalha, a taxa de inflação posiciona-se em torno da meta em 2012.

Fonte: G1 Economia