segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

7 lições dos antigos babilônios para você investir melhor


Muito do que conhecemos hoje em dia sobre como investir vem desde a antiga Babilônia

Muitos dos princípios básicos de investimentos e finanças que conhecemos vem desde milhares de anos atrás. Os babilônios, que residiam aonde hoje é o Iraque, já sabiam como fazer seus rendimentos se multiplicarem através de simples atitudes. E é exatamente isso que a obra “O homem mais rico da Babilônia” de George S. Clason mostra a todos.
Através de 7 simples passos, essa antiga sociedade ensina modernas atitudes que podem fazer muita diferença no futuro, quando o investidor precisar realizar os lucros de suas aplicações. Confira-os:

Livro mostra 7 passos para investidor aumentar seus rendimentos (Getty Images)
Livro mostra 7 passos para investidor aumentar seus rendimentos

1º - Comece a fazer seu dinheiro crescer

Uma dica que costumamos ouvir desde pequenos, quando nossos pais estão de olho em nosso futuro é: sempre separe uma parcela da sua renda. Esse ensinamento vem desde muito antes. Os babilônios costumavam guardar cerca de 10% de suas rendas e depois de acumular uma quantia, investiam naquilo que acreditavam ter boa rentabilidade.

2º - Controle seus gastos para aplicar mais

Muitos dos nossos gastos são supérfluos. Por isso, a lição dos babilônios é listar aquilo que é necessário e o que é apenas desejo. Dessa forma, o investidor terá um maior controle de suas contas e no final do mês sobrará mais dinheiro para investir.

3º - Multiplique seus rendimentos

Só guardar dinheiro não resolve nada. Para vê-lo crescer é preciso procurar uma aplicação que se encaixe no seu perfil. “Ponha cada moeda para trabalhar de modo que possa reproduzir-se como algodão nos campos e trazer-lhe lucro, um rio de riqueza fluindo constantemente para dentro de suas bolsas”, conforme relata o livro.

4º - Proteja seu investimento contra perdas

Antes de aplicar seu dinheiro em um investimento, conheça o histórico da instituição em questão e veja se ela tem experiência no ramo. Também não tente investir sem aconselhamento, caso não tenha conhecimento sobre o mercado.

“Consulte homens experimentados. Siga a opinião daqueles que lidam habitualmente com dinheiro. Deixem que o tirocínio deles proteja seu tesouro contra os investimentos de alto riscos”, afirma o autor em sua obra.
5º - Faça do lar um investimento lucrativo

Antes de realizar um investimento, veja como anda sua situação financeira. De nada adianta aplicar seu dinheiro, caso haja dívidas para serem quitadas. Em primeiro lugar, é imprescindível estar com todas as contas em dia.

6º - Assegure uma renda para o futuro

Em outra palavras, garanta uma boa aposentadoria. Em algum momento, o investidor não terá mais renda para aplicar, e será o momento em que ele irá começar a realizar alguns lucros. Os babilônios costumavam investir em imóveis, mas hoje em dia também é possível aderir a um plano de previdência privada.

7º - Aumente seu conhecimento para ganhar mais

Em seu último conselho, o livro afirma que todo investidor deve ter, antes de tudo, um objetivo. Só dessa maneira ele conquistará aquilo que deseja.

“Assim, o último e sétimo remédio para a falta de dinheiro é cultivar suas próprias aptidões, estudar e somar conhecimentos, tornar-se mais habilidoso e agir sempre respeitando a si mesmo. Dessa forma, adquirirá suficiente autoconfiança para realizar seus mais acalentados desejos”, conclui o livro.

Fonte: InfoMoney

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Mães investidoras buscam segurança, mas já apostam na renda variável


Com foco no longo prazo, mais conservadoras e de olho no futuro próprio e dos filhos. Esse é o perfil de grande parte das mulheres, quando o assunto são investimentos e finanças pessoais.
Apesar desse tradicional conservadorismo, a participação do público feminino no mercado acionário tem crescido e o interesse na modalidade entre as mulheres aumenta cada vez mais.
De acordo com a BM&F Bovespa, no final de 2010, dos 610.915 investidores pessoas físicas na Bolsa, 24,76% eram mulheres.
Na época, elas somavam 151.271 investidoras na Bolsa, número dez vezes maior que o registrado em 2002, quando elas eram 15.030 e representavam 17,63% do total de investidores na Bolsa.
Esse aumento da participação das mulheres na Bolsa coincide com o aumento da renda da população entre 2003 e 2009, quando a mulher também começou a entender que é preciso correr mais risco para conseguir maior rentabilidade.


Busca do conhecimento


Segundo planejadores financeiros, uma das características dessas mulheres investidoras é que elas estão sempre em busca de conhecimento, pois conseguem lidar com diferentes assuntos e têm uma visão de médio e longo prazo que é importantíssima.

Os próprios números da Bolsa indicam que o comportamento de homens e mulheres ainda é diferente quando o assunto é investimentos, já que eles representam a grande maioria dos participantes (pessoa física). Mas, ainda de acordo com especialistas, essa diferença pode acabar, principalmente por conta do acesso à informação, a melhoria da educação financeira e a preocupação com o futuro, que hoje começa cada vez mais cedo e independe de sexo.
Sem medo de errar


A preocupação com os filhos e com o futuro financeiro da família é uma das principais “desculpas” para o conservadorismo feminino. Para quem quer se arriscar mais nos investimentos, algumas dicas:

  • aprenda a lidar com dinheiro e se responsabilize por ele. Você sentirá a necessidade de vê-lo crescer ainda mais.
  • estude, informe-se, trace metas e pense no futuro. Assim fica mais fácil mensurar de quanto precisará para ter uma vida financeira tranquila.
  • cuide das finanças sem medo, com autoconfiança e buscando sempre o melhor resultado.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Começou a receber salário? Não é hora de agir como rico


Jovens em início de carreira devem resistir às tentações do consumo e criar o quanto antes o hábito de poupar dinheiro

Logo que saem da universidade, ou ainda quando são efetivados durante a faculdade, jovens que acabam de conseguir o primeiro emprego geralmente não estão acostumados a lidar com as próprias contas, já que, até então, viveram com a renda dos pais ou familiares. Os primeiros salários darão aos novos profissionais a oportunidade de realizar alguns sonhos de consumo antes inalcançáveis. Então surge o perigo de exagerar nas compras parceladas e nas dívidas. “Para consumir como rico, primeiramente é preciso produzir como rico”, diz o especialista em investimentos Richard Rytenband, da consultoria Timos.
jovem apartamento
Para o professor de Economia, Ricardo Teixeira, da Fundação Getulio Vargas, a melhor tática é começar a fazer o planejamento financeiro desde o primeiro salário. Ainda que estagiários, trainees, aprendizes e pessoas em início de carreira geralmente recebam remunerações baixas, é importante resistir às tentações do consumo e criar o hábito de separar ao menos uma parte do dinheiro para o futuro. Embora o “poupar” desanime – pois despesas essenciais corroem grande parte do salário – é preciso ficar esperto e cuidar do dinheiro.




Teixeira aconselha os jovens a investir na caderneta de poupança no mínimo 10% do salário a cada mês. “Pode parecer pouco, mas devagar isso pode se tornar muito”, diz. Por ser um investimento de baixíssimo risco, com regras bem simples, isento de Imposto de Renda, sem taxas de administração e com a possibilidade de resgate dos recursos a qualquer momento, a poupança é bastante indicada a jovens em início de carreira.
Na hora de poupar, falar é sempre mais fácil do que fazer. Muitas vezes, porém, as pessoas fracassam simplesmente pela falta de controle. Comece anotando em um caderninho todas as despesas. Separe-as em dois grupos: as que são extremamente necessárias e as que são desejos que não precisam ser realizados agora. Procure tirar todos os meses uma porção do dinheiro do segundo grupo para a poupança.
Crédito

Agindo com responsabilidade, não haverá problemas em fazer algumas compras parceladas ou tomar dívidas para realizar sonhos rapidamente. Teixeira explica que o crédito pode ser muito vantajoso desde que seja usado corretamente.

O cartão de crédito também pode ser um aliado. Sempre use o histórico de consumo disponível na fatura para reavaliar a necessidade dos bens comprados. Gaste apenas de acordo com a própria renda – e não veja o limite do cartão como uma renda complementar.
“Mesmo sabendo que o salário vai ser depositado em sua conta, é bom gastar só o que está lá. Empresas tem dificuldades e podem facilmente atrasar salários”, alerta o professor Teixeira, lembrando que atrasos nos pagamentos de faturas de cartões, por exemplo, geram altas multas.
Rytenband lembra o caso do “Crédito Bom”, muito utilizado por empresas para alcançar mais lucros e que no caso das pessoas, também sendo usado com inteligência faz elas mais ricas do que se não tivessem recorrido a ele. “O crédito só se torna nocivo por culpa das próprias pessoas”, finaliza.

Fonte: InfoMoney

sábado, 1 de dezembro de 2012

Gastar é saudável e recomendado, dizem especialistas


Eles garantem que o gasto com moderação e de forma consciente, incentiva a poupança e o investimento




Quem vê o belo “barquinho a deslizar no macio azul do mar” talvez não perceba o quão difícil é chegar naquele momento. Afinal, premissas do iatismo indicam que para velejar é preciso encontrar o ponto certo entre o mar e o vento, a força e o jeito, ou seja, é preciso encontrar o equilíbrio. 
A lição pode ser transferida diretamente para nossas finanças. Afinal, para conseguirmos viver tal cenário - belo e bucólico - com o nosso orçamento, é fundamental encontrar o equilíbrio entre guardar e gastar. E acredite: gastar é necessário, e até recomendado. 


“Engana-se quem imagina que nós, profissionais das finanças, recomendamos apenas guardar dinheiro. Isso é uma inverdade; gastar também é importante! Afinal, a parte prazerosa do uso do dinheiro não é quando você ganha ou quando você guarda, é quando você gasta”, afirma o educador financeiro Álvaro Modernell*. 
“Já aconselhei um cliente a gastar mais. Ele se divertia muito pouco, os gastos com lazer eram muito baixos e usufruir o bom da vida, mesmo que para isso seja preciso gastar, é fundamental. Esse meu cliente tinha uma ótima situação financeira, mas não conhecia Londres, que era um grande sonho dele, então eu o incentivei a fazer essa viagem”, completa o consultor Raphael Cordeiro**. 
Evitando problemas

Manter um barco navegando em um mar revolto, ou no meio de uma ventania, não é tarefa fácil, assim como não é fácil manter os gastos dentro do limite, principalmente com tanto apelo consumista e aumento da renda. E se gastar é prazeroso, e até mesmo recomendável, a grande questão que fica é: como não transformar esse ato em um grande problema? 

Raphael Cordeiro afirma que estabelecer um percentual de gastos é um bom começo. “Se os gastos com lazer ficarem próximos a 10% da renda será uma boa margem, pois sobrará dinheiro para as despesas essenciais e até dinheiro para guardar e investir”, aconselha. 
Para Modernell, o segredo do sucesso é gastar apenas dinheiro. “As pessoas hoje gastam crédito, cheque especial e limite do cartão de crédito. Isso leva a grandes problemas financeiros, o segredo é gastar apenas o dinheiro já existente”. 
O educador diz ainda que há três regras que, se cumpridas, evitam metade dos possíveis problemas financeiros. 
São elas: 
- Regra 1:  pagar sempre à vista – “exceções podem ser feitas em casos de emergência, apenas!” 
- Regra 2: comprar aquilo de que você realmente gosta e precisa. “Não é preciso comprar apenas coisas necessárias, mas é preciso evitar comprar coisas por impulso, coisas que serão descartadas em pouco tempo”; 
- Regra 3: verificar o orçamento. “Se não for fazer falta para coisas mais importantes, a compra está liberada. O que não pode é priorizar algo supérfluo e deixar de pagar algo importante”. 
Vale lembrar que gastar de forma consciente leva em consideração os impactos desses gastos no orçamento atual, e também no futuro. “Um gasto que traga um prazer imediato, mas que atrapalhe a meta de aposentadoria, tem que ser muito bem avaliado”, diz o consultor.
Gastar facilita investimento

Raphael Cordeiro conta ainda que, para muitas pessoas, gastar pode dar mais ânimo para investir. “Trabalhar só para guardar dinheiro pode desanimar e prejudicar o ato de poupar e investir. De fato, o uso de uma poupança – para algo que se deseje muito - é uma motivação para dar continuidade a ela. Então, de certa forma, gastar ajuda a guardar”. 

Modernell concorda com o consultor. “Você quer comprar uma bolsa cara, fazer uma grande viagem ou adquirir um telefone de última geração? Faça isso! Mas antes junte o dinheiro necessário. Se você decidiu comprar, se preparou para isso, juntou dinheiro, economizou em outras áreas, fez sacrifícios, você conquistou o direito de se dar aquele prazer, de fazer aquela compra, então aproveite esse momento. As pessoas não devem se privar de comprar ou gastar com o que querem desde que tenham se programado para isso”. 
Cordeiro ainda completa: “Algumas pessoas poupam até exageradamente. É possível gastar sem culpa nenhuma. É importante realizar sonhos, viajar e usar o dinheiro para coisas que lhe tragam prazeres e deixem a vida mais feliz e agradável. Para isso serve o dinheiro”. 
*Conheça o perfil do Alvaro Modernell no Linkedin
**Conheça o perfil Raphael Cordeiro no Linkedin
Fonte: InfoMoney

terça-feira, 27 de novembro de 2012

13º salário: como investir para gastá-lo num futuro próximo


Especialista dá dicas baseadas em três perfis de poupadores, veja com qual você se identifica

O 13º salário, se não caiu, está próximo de cair na sua conta, certo? No entanto, você já pensou em não gastá-lo para, assim, fazer rendê-lo e tirar proveito num futuro próximo em algum sonho, viagem, ou até, reservá-lo para uma possível emergência?
O professor do Instituto Brasileiro de Mercados de Capitais do Rio de Janeiro (Ibmec-RJ), Daniel Sousa, nos dá alguns conselhos, alertando a segui-los somente se a pessoa já estiver com as dívidas quitadas. Caso contrário, deve preferir liquidar os débitos, até por conta dos perigos dos juros elevados pesarem demais no bolso.
O professor conta algumas estratégias, seguindo três perfis diferentes do “poupador de 13º salário”: 
Micropoupador

Quem não tem certeza se vai ou não precisar do 13º salário no futuro, pode colocá-lo para render em uma caderneta de poupança. Você pode sacar com rapidez, sem custo algum.

Sousa aconselha que todo mundo deveria ter uma reserva mínima para 90 dias, ou seja, ter disponível em poupança uma quantia para a sobrevivência durante 90 dias, até devido às incertezas que podem abalar a renda, como um possível desemprego.

Poupador com mais renda que não quer correr riscos

Uma excelente alternativa são os títulos do tesouro nacional. É uma maneira de você “emprestar” dinheiro ao Governo e receber juros sobre o montante. “O ideal, claro, é permanecer com o título até o seu vencimento, pois se não o fizer, seu preço de venda estará sujeito às flutuações do mercado”, explica o professor do Ibmec.

“Escolha um título com prazo que você saiba que durante o período não vai precisar do dinheiro”, orienta Sousa, aconselhando um período superior a dois anos, pois o imposto de renda é menor, atingindo a faixa mínima.

Poupador com mais recursos, sujeito aos riscos

O último caso é o poupador que tem uma certa quantia do 13º salário, talvez até somado a outras quantias e que tem o desejo de correr mais riscos e fazer seu dinheiro render um pouco mais. Sousa diz que um bom destino é poupar o dinheiro para comprar blue chips na Bolsa (ações com maior qualidade, propensas a resultar em maior liquidez).

Entretanto, é preciso ter foco no longo prazo. “O poupador deve tomar atitudes assim somente se não for precisar do dinheiro por um período inferior a cinco anos”, diz Sousa. Para quem não tem um conhecimento mais a fundo do Mercado, é interessante buscar uma boa corretora, pois são boas as chances de obter algum retorno. “Claro que é preciso frieza, já que num momento de queda das ações, não se deve tirar o dinheiro da Bolsa”, afirma o professor, ressaltando a importância de conter o desespero. 

Mas meu 13º nem é tão alto...

Por mais baixo que seja o salário, é possível sim colocar seu 13º para render de alguma maneira. “Já vi muita gente com renda baixa poupando e se enriquecendo, enquanto outras bem mais ricas, nem foram capazes de poupar dinheiro”, conta Sousa. “Para usar bem este benefício é preciso ter disciplina e foco”.

Fonte: InfoMoney