terça-feira, 27 de novembro de 2012

13º salário: como investir para gastá-lo num futuro próximo


Especialista dá dicas baseadas em três perfis de poupadores, veja com qual você se identifica

O 13º salário, se não caiu, está próximo de cair na sua conta, certo? No entanto, você já pensou em não gastá-lo para, assim, fazer rendê-lo e tirar proveito num futuro próximo em algum sonho, viagem, ou até, reservá-lo para uma possível emergência?
O professor do Instituto Brasileiro de Mercados de Capitais do Rio de Janeiro (Ibmec-RJ), Daniel Sousa, nos dá alguns conselhos, alertando a segui-los somente se a pessoa já estiver com as dívidas quitadas. Caso contrário, deve preferir liquidar os débitos, até por conta dos perigos dos juros elevados pesarem demais no bolso.
O professor conta algumas estratégias, seguindo três perfis diferentes do “poupador de 13º salário”: 
Micropoupador

Quem não tem certeza se vai ou não precisar do 13º salário no futuro, pode colocá-lo para render em uma caderneta de poupança. Você pode sacar com rapidez, sem custo algum.

Sousa aconselha que todo mundo deveria ter uma reserva mínima para 90 dias, ou seja, ter disponível em poupança uma quantia para a sobrevivência durante 90 dias, até devido às incertezas que podem abalar a renda, como um possível desemprego.

Poupador com mais renda que não quer correr riscos

Uma excelente alternativa são os títulos do tesouro nacional. É uma maneira de você “emprestar” dinheiro ao Governo e receber juros sobre o montante. “O ideal, claro, é permanecer com o título até o seu vencimento, pois se não o fizer, seu preço de venda estará sujeito às flutuações do mercado”, explica o professor do Ibmec.

“Escolha um título com prazo que você saiba que durante o período não vai precisar do dinheiro”, orienta Sousa, aconselhando um período superior a dois anos, pois o imposto de renda é menor, atingindo a faixa mínima.

Poupador com mais recursos, sujeito aos riscos

O último caso é o poupador que tem uma certa quantia do 13º salário, talvez até somado a outras quantias e que tem o desejo de correr mais riscos e fazer seu dinheiro render um pouco mais. Sousa diz que um bom destino é poupar o dinheiro para comprar blue chips na Bolsa (ações com maior qualidade, propensas a resultar em maior liquidez).

Entretanto, é preciso ter foco no longo prazo. “O poupador deve tomar atitudes assim somente se não for precisar do dinheiro por um período inferior a cinco anos”, diz Sousa. Para quem não tem um conhecimento mais a fundo do Mercado, é interessante buscar uma boa corretora, pois são boas as chances de obter algum retorno. “Claro que é preciso frieza, já que num momento de queda das ações, não se deve tirar o dinheiro da Bolsa”, afirma o professor, ressaltando a importância de conter o desespero. 

Mas meu 13º nem é tão alto...

Por mais baixo que seja o salário, é possível sim colocar seu 13º para render de alguma maneira. “Já vi muita gente com renda baixa poupando e se enriquecendo, enquanto outras bem mais ricas, nem foram capazes de poupar dinheiro”, conta Sousa. “Para usar bem este benefício é preciso ter disciplina e foco”.

Fonte: InfoMoney

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Por que demoramos tanto para perceber que as finanças saíram do controle?


Especialistas explicam mecanismos da mente que nos fazem "ignorar" sinais de problemas financeiros e dão dicas para que dificuldades sejam identificadas mais facilmente

A pedagoga Cristina Queirós levou um susto quando se deu conta de que estava devendo mais de R$ 70 mil. Sem saber ao certo como as finanças chegaram a esse estágio – uma vez que não havia comprado bem de grande valor –, ela só percebeu o tamanho do problema ao pedir R$ 10 mil ao marido para pagar contas em atraso. 
“Eu não sabia que estava devendo tanto. Sabia que tinha cartões de crédito e empréstimos em atraso, mas não sabia o real valor das minhas dívidas. Achei que R$ 10 mil seriam suficientes. Mas meu marido quis que eu mostrasse tudo o que estava devendo antes de me emprestar o dinheiro, e só quando coloquei tudo no papel percebi que estava muito mais endividada do que imaginava”. 

O ideal é, mês a mês, parar para avaliar o orçamento e se questionar se os gastos são maiores ou menores que os ganhos
Cristina não é um caso raro entre os brasileiros. Muitas pessoas só percebem que as finanças saíram do controle quando já estão muito endividadas. “Infelizmente a própria biologia do ser humano explica por que ele demora tanto para perceber que está em problemas financeiros. Preferimos fingir que não estamos vendo. Acreditamos nas contas de cabeça que nunca são exatas. Nomeamos de dissonância cognitiva o processo que nos leva a duvidar do óbvio, a negar todos os sinais de que algo não está indo bem”, conta o economista pela PUC-SP e especialista em investimentos e métodos quantitativos pela FGV, Richard Rytenband. 
O planejador financeiro Valter Police completa: “Não é uma coisa que se faz de propósito, mas a pessoa vai deixando passar. Parece impossível engordar 100 kg sem se dar conta, não é? Mas a televisão está cheia de programas com pessoas que chegaram à obesidade mórbida sem procurar um médico, fazer uma dieta ou começar um programa de exercícios. O mesmo acontece quando o assunto é dinheiro”. 
Buscando soluções

No entanto, o fato de ser algo recorrente não significa que devemos considerar como normal. “Temos que assumir nossas responsabilidades e nossos atos. Nos endividamos excessivamente porque descuidamos das finanças. A culpa é nossa e só nós podemos impedir que a situação se agrave cada vez mais”, afirma Police. Para ele, nada é mais eficaz do que colocar, na ponta do lápis, os gastos e ganhos para evitar o endividamento. 

O consultor afirma que o ideal é, mês a mês, parar para avaliar o orçamento e se questionar se os gastos são maiores ou menores que os ganhos, e se está se pagando muitos juros. “Avaliando todos os meses a pessoa vai perceber se a situação está saindo do controle e aí é hora de parar e cortar os gastos supérfluos. Não é uma coisa gostosa de fazer, ninguém gosta de constatar que tem um problema, que não está dando conta. Mas quanto mais se deixa passar, pior vai ficar. Então, embora seja dolorido, quanto antes identificar o problema, melhor. Os juros no Brasil são altíssimos e podem elevar uma dívida rapidamente”, revela Police. 
Patrícia Santos é um exemplo. Não imaginava que os meses que ficou sem pagar o cartão de crédito, o cheque especial e o financiamento do carro popular, após ficar desempregada, resultariam em uma dívida de quase R$ 50 mil. “É muito difícil você descobrir que deve R$ 50 mil e não ter um patrimônio nesse valor. Não tinha ideia de que devia tanto até os avisos de cobrança começarem a chegar. Minha dívida era de roupas, passeios e o carro, que não custava mais do que R$ 20 mil, mas ainda não estava quitado. Não sei como cheguei a esse ponto sem perceber, mas sei que os juros ajudaram bastante. Precisei pegar empréstimos de familiares, vender o carro, e paguei primeiro o que cobrava mais juros”, conta a publicitária. 
Hábitos perigosos

Além de observar e avaliar atentamente os gastos, os especialistas afirmam que há vários sinais de que uma pessoa vai enfrentar um problema financeiro. “Tem gente que se engana. Já ouvi clientes dizendo que gastaram muito em determinado mês porque tiveram um acidente de carro. Isso acontece, claro. Mas é por isso que é fundamental ter seguro e plano de saúde. Também já ouvi a justificativa: tive um imprevisto, o IPVA (Imposto de Propriedade de Veículos Automotores). Ora, todos sabemos que IPVA não é imprevisto. Então, o primeiro passo é parar de se enganar e assumir que você está descontrolado”, garante Police. 

Rytenband completa: “é preciso saber identificar problemas e comportamentos de risco. Uma pessoa estourada no cheque especial, pagando 10% de juros ao mês, e que tem dinheiro na poupança - mas não o usa para quitar essa dívida - tem dificuldades para identificar comportamentos de risco. É comum a pessoa alegar que não quer mexer na poupança, “pois aquele é o único dinheiro que ela tem”, mas manter um investimento que rende 0,5% ao mês e continuar pagando 10% de juros certamente vai levá-la à falência”. 
Mas, para o planejador financeiro da Police Consultoria, o sinal mais claro de um provável problema é o aumento no nível de endividamento. “É fácil perceber. Uma pessoa que não pegava dinheiro no banco e que, de repente, começa a entrar no cheque especial, passa a considerar o limite do cheque parte do salário. Quem vez ou outra pega um empréstimo no caixa eletrônico e depois começa a pegar um empréstimo para pagar outro vai enfrentar sérios problemas. A mesma coisa com o cartão de crédito: primeiro a pessoa compra no cartão e paga a fatura. Depois começa a parcelar as compras no cartão, aí para de pagar o total da fatura, em seguida começa a parcelar itens como supermercado no cartão e, por fim, pega empréstimo para pagar o cartão. É um caminho longo com sinais que podem ser percebidos se a pessoa estiver atenta às mudanças no seu comportamento”. 
De fato, Cristina admite que faltou atenção aos seus gastos e comportamentos. “Foi preciso levar um grande choque para perceber que eu estava descontrolada. Percebi que gastava muito dinheiro com mimos para os meus filhos, sempre usando a desculpa de que eles mereciam tudo de melhor. Realmente merecem, mas já entendi que tenho que dar a eles o que meu orçamento permite. Mesmo tendo essa consciência é difícil controlar. Meu marido está me ajudando para que eu não cometa os mesmos erros. Felizmente, eu pude contar com o dinheiro que ele poupava para pagar as dívidas, senão eu ainda estaria pegando empréstimos, fazendo novas dívidas, tanto para tentar quitar o que estava devendo, quanto para consumir ainda mais”. 
Valter elogia a atitude de Cristina. “A família precisa estar perto nesse momento. Aliás, eu defendo que o orçamento deve ser feito e avaliado por todos da família. Não adianta um se controlar e os outros gastarem demais. Manter os gastos dentro de um limite deve ser um compromisso de toda a família”. 
O motivo que levou Cristina a se endividar é o mesmo que leva muitas pessoas aos problemas financeiros: comprar por achar que merece. 
“Todo mundo, quando vai comprar algo mais caro, usa essa afirmação: eu mereço, trabalho tanto. Provavelmente mereça mesmo, mas esses agrados podem trazer uma grande dor de cabeça. A verdade é que quem não atingiu a independência financeira não deveria se dar ao luxo de ter algumas coisas. Carrão e casa de praia não são sinônimo de uma boa situação financeira. Ao contrário, são bens que trazem despesas e podem comprometer muito o orçamento de uma pessoa. É preciso ter cuidado ao proferir a frase ‘eu mereço’”, alerta Richard Rytenband. 
Independência financeira

O economista explica que, para evitar definitivamente os problemas, o caminho é óbvio: atingir a independência financeira (conseguir que os lucros - gerados por bens e investimentos - paguem todas as despesas mensais), para que a pessoa não precise de fontes externas de renda, nem mesmo do salário.

“Sei que isso não é fácil, mas é possível. O problema é que a mentalidade das pessoas está errada. Por exemplo, as pessoas não têm que poupar com o objetivo de ter uma reserva para a aposentadoria, o ideal é adotar hábitos que levem a conquistar a independência financeira antes, para ter rendimentos durante a aposentadoria. Mas, para conseguir isso, é preciso ter investimentos e uma sobra constante. É fato: só vai se dar bem quem gasta menos do que ganha”, afirma o professor, que completa: “e também é importante saber que não é possível conquistar esse patamar apenas poupando. Para conseguir isso é preciso investir, já que a poupança apenas evita que o dinheiro perca seu poder de compra”, aconselha Rytenband. 
Teste rápido

Richard Rytenband elaborou um teste para você identificar se é candidato a problemas financeiros. Se você identificar, em seu comportamento, pelo menos três atitudes das cinco descritas a seguir, pode enfrentar dificuldades se não alterar rapidamente sua forma de agir.  

1 - Gasta tudo que tem ou mais do que tem.
2 – Tem qualquer forma de dívida, principalmente cartão de crédito e cheque especial.
3 - Não tem o hábito de investir.
4 - Não é “útil” para a sociedade: sem utilidade social, se a pessoa ficar desempregada, não consegue se reposicionar. Sem ganhos, não há como atingir a independência financeira. É fundamental investir em si próprio para se tornar útil. 
5 – Não tem consciência de que o dinheiro perde valor ao longo dos anos – sem essa consciência, a pessoa deixa o dinheiro em investimentos muito conservadores, que não trazem lucro.

Fonte: InfoMoney

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Professores de Sobral conseguem premiação no VIII Encontro Economia do Ceará em Debate

       Como era de se esperar, 3 de nossos professores foram premiados no VIII Encontro Economia do Ceará em Debate. Mas uma vez mostraram suas competências em poder fazer trabalhos de grande relevância para o sociedade cearense.
          Segue abaixo a classificação( trabalho premiado e autores):

3º Lugar
GASTOS PÚBLICOS E CRESCIMENTO ECONÔMICO: EVIDÊNCIAS DA ECONOMIA CEARENSE
Autores: Gabriel Sampaio Morais (UFC–SOBRAL), Jair Andrade de Araujo (UFC – SOBRAL) e Vitor Borges Monteiro (UFC – SOBRAL)

2º Lugar
UM ESTUDO SOBRE AS CAUSAS DE ABANDONO ESCOLAR NAS ESCOLAS PÚBLICAS DE ENSINO MÉDIO NO ESTADO DO CEARÁ
Autores: Pablo Urano de Carvalho Castelar (CAEN – UFC), Vitor Borges Monteiro (CAEN – UFC) e Daniel Campos Lavor (CAEN – UFC)

1º Lugar
EFEITO VIZINHANÇA SOBRE A ESCOLHA DO INDIVÍDUO NO MERCADO DE TRABALHO EM FORTALEZA
Autores: Celina Santos de Oliveira (CAEN – UFC)  e Ricardo Brito Soares (CAEN – UFC)

         A equipe do Blog, parabeniza todos os professores mesmo os que não foram contemplados com prêmios pela grande participação que tiveram nesse evento!!!

terça-feira, 20 de novembro de 2012

IPECE realiza, hoje, o VIII Encontro Economia do Ceará em Debate, marcado pela grande presença dos professores de Ciências Econômicas e Finanças da UFC/Sobral


   

    Mais uma vez os professores da UFC/Sobral marcam presença no encontro organizado pelo IPECE (Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará), mostrando cada vez mais competência e esforço para realizar pesquisas relevantes a sociedade cearense. Vendo tais exemplos, nos sentimos motivados a estudar cada vez mais. A seguir uma breve descrição do objetivo do encontro, presente no próprio site Instituto:

    “O objetivo do Encontro é dar oportunidade para que estudiosos da economia cearense possam debater ideias de diferentes áreas em um foro apropriado e, ao mesmo tempo, possibilitar que autoridades públicas que interveem no processo de desenvolvimento do Estado apresentem as políticas que têm efeitos diretos sobre a economia e a sociedade cearense.

      Durante todo o dia do evento, todos os 24 trabalhos selecionados vão ser debatidos. Para isso, o evento é composto por quatro grandes mesas, cada uma englobando os artigos correspondentes aos temas. A primeira mesa trata sobre “Finanças Públicas e Crescimento Econômico”; a segunda tem como tema  “Estado e Sociedade; a terceira “Desigualdade e Pobreza” e a quarta e última “Políticas Públicas e Mercado de Trabalho”.”

     Quem desejar ver os artigos e autores por mesa, acesse o link.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Por que é tão difícil poupar?


Para muitos, poupar é tão difícil quanto começar uma dieta, parar de fumar ou praticar exercícios. Isto independe do salário recebido, pois os gastos aumentam com o salário


Para muitos, poupar é tão difícil quanto começar uma dieta, parar de fumar ou praticar exercícios freqüentes. O mais interessante é que esta dificuldade muitas vezes independe do salário recebido, ou seja, os gastos aumentam na mesma proporção em que as pessoas recebem aumentos salariais.Para entender este fenômeno é preciso analisar, com cuidado, por que é tão difícil poupar.



Poupar significa adiar um sonho de consumo

O que é melhor: comprar hoje aquele celular que você tanto quer, ou guardar o dinheiro para juntar um pé de meia? Mesmo diante das incertezas atuais, a grande maioria prefere a satisfação de um sonho realizado à segurança de um futuro mais tranqüilo. A razão para isso é muito simples, em uma sociedade de consumo como a nossa aquilo que era supérfluo há poucos anos atrás, hoje é visto como essencial.
Vamos seguir com o exemplo do celular, já que ele não só passou a ser um bem essencial, como também é importante manter-se atualizado quanto aos modelos. Não basta mais ter um celular, é preciso ter o melhor, o mais equipado, o mais moderno. Neste sentido, gastar R$ 100 por mês com o celular passou a ser algo trivial, mesmo para as pessoas de menor poder aquisitivo.
Se considerarmos que poupar significa gastar menos do que seu salário permite e exige sacrifícios e esforços, não é difícil entender porque poucas pessoas estão dispostas a isso.



Por que é tão fácil ficar endividado?

Ainda mais preocupante que a dificuldade que as pessoas têm em poupar é a facilidade que têm em se endividar. Antes do Plano Real, era praticamente impossível obter um financiamento, pois os próprios bancos concentravam-se nos financiamentos de empresas, ignorando quase que por completo o financiamento ao consumo. Desde então muito mudou e o acesso ao crédito ficou mais fácil, como se verifica no forte crescimento do volume de crédito ao consumo concedido.
Diante desta situação, aqueles que há muito tempo tentavam realizar um sonho de consumo, não pensaram duas vezes ao comprometer uma grande parcela de seu orçamento com financiamento de bens que até pouco tempo não eram tão essenciais. Este é o caso, por exemplo, do aparelho de microondas, da máquina de secar roupa, do freezer, do segundo aparelho de TV, etc.
O que estas pessoas se esqueceram é que ao deixarem de poupar e comprometerem boa parte do orçamento com dívidas, elas não se prepararam para uma eventualidade, como perder o emprego, necessidade de internação, reformas na casa, etc. Desta forma, não é preciso mais do que poucos meses para uma pessoa que gozava de um padrão relativamente bom se ver diante de uma dívida crescente.



Lembre-se: querer nem sempre é poder!

A grande dificuldade de poupar, em uma sociedade de consumo como a nossa, é que muitas vezes aquilo que desejamos comprar passa a ser uma necessidade, algo com o qual não podemos viver sem. Desta forma, não importa se temos dinheiro suficiente para comprar um carro novo, nossa vida deixa de ser possível sem ele. Começamos a imaginar inúmeros problemas que enfrentamos por não ter o carro novo, de forma que fica cada vez mais difícil ceder a tentação de entrar num financiamento.
Ter dinheiro suficiente para pagar as prestações do financiamento do seu carro não basta. É preciso poder arcar também com o seguro, o IPVA, a manutenção, etc. Este é o erro mais comum entre as pessoas que cedem à tentação do financiamento, pois concentram sua atenção no valor da prestação e esquecem de incluir todos os outros gastos necessários para a manutenção do bem.



Quando poupar é a melhor opção

Ao contrário do que muita gente pensa, sempre que você quiser comprar algo para o qual não tem dinheiro suficiente, o melhor não é entrar em longos financiamentos, mas sim poupar. Por que será que as pessoas têm tanta dificuldade em guardar dinheiro, mas não pensam duas vezes ao comprometer 40-50% do seu salário com prestações eternas para a compra de um carro, de uma televisão, ou até mesmo de um celular?
Com os juros nos níveis atuais, a verdade é que não vale a pena financiar, pois ao quitar sua dívida você provavelmente pagou pelo menos duas ou mais vezes do que gastaria no pagamento à vista. De acordo com a Anefac, a taxa de juro média cobrada em um financiamento, com prazo superior a 18 meses, é de 7,38% ao mês.
Neste caso em um ano você pagará, só em juros, o equivalente a quase um bem e meio. Assim, o melhor certamente é poupar o dinheiro da prestação, atrasar a compra por alguns meses e obter um desconto na compra à vista.



Como começar a poupar

Assim como não há dietas milagrosas que não envolvam sacrifícios, não existe uma regra de ouro para se começar a poupar que não leve a um aperto de cinto. Analise com cuidado seu orçamento, de forma a identificar áreas onde possa cortar gastos, não se esqueça que é preciso força de vontade para abrir mão de alguns gastos.
Assim como na dieta, começar a poupar exige uma mudança de atitude, é preciso perseverança. Mas pense no resultado. Lembre-se que poupar é o primeiro passo para uma estratégia de investimento bem-sucedida!

Fonte: InfoMoney


sábado, 17 de novembro de 2012

Como funciona a Bolsa de Valores e como aplicar em ações na Bovespa



O que são ações na Bolsa de Valores?
Uma ação é a menor parte do capital de uma empresa, é um pequeno pedaço dela. Uma pessoa que compra uma ação passa a ser uma pequena sócia da empresa. 

Tipos de ação 
Ordinária Nominativa (ON) - dá direito a voto em assembléia sobre definições da empresa. 

Preferencial Nominativa (PN) - não dá direito a voto, mas preferência no recebimento de dividendos.

As empresas dividem seus lucros com os acionistas. Algumas fazem isso mensalmente, outras trimestralmente.

Os dividendos dados a quem tem ONs nem sempre são iguais aos dados a quem tem PNs.

Nesses casos, as preferenciais nominativas recebem valores maiores. Além disso, as PNs são vendidas e compradas com maior facilidade. 

Porém, algumas empresas só disponibilizam ações ordinárias nominativas. 

Como investir em ações? 
As ações são negociadas nas Bolsas de Valores. No Brasil, a compra e venda de ações acontece na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). 

Essas negociações são feitas por meio das corretoras habilitas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). 

A lista das corretoras credenciadas pode ser encontrada nos sites da CVM e da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), no item Corretoras. 

Para começar a comprar e vender ações, é necessário fazer um cadastro na corretora (informando nome, profissão, endereço e entregando cópias de RG, CPF e comprovante de residência).

Assim, a corretora abre uma conta desse investidor na Bovespa. Cada instituição determina qual a quantia mínima para a abertura da conta. 

As ações podem ser compradas de três maneiras: 
1) Fundos de Investimento: um fundo funciona como um condomínio. Cada um dos seus investidores possui uma cota, que corresponde a uma porção do total de ações que o fundo tem.

Cada fundo tem seu próprio estatuto, que informa suas regras e o grau de risco de seus investimentos.

Todo fundo precisa ter um gestor certificado pela CVM, que coordena as compras e vendas de ações.

Assim, quando uma pessoa adere a um fundo, deve estar de acordo com sua política de investimento, especificada em seu estatuto. 

2) Clubes de Investimento: os clubes têm um caráter menos formal que um fundo.

Um grupo de amigos ou familiares pode formar um clube, que pode ser aberto com no mínimo três pessoas e chegar até um limite de 150. 

Diferentemente dos fundos, não precisam de um gestor certificado pela CVM, mas um representante que dê à corretora a ordem de compra ou venda de ações.

Nesse caso, há maior liberdade por parte das pessoas que compõem o clube sobre quanto e onde será investido. 

3) Individualmente: nessa situação, a pessoa controla as ordens de compra e venda de suas ações.

Para escolher quais ações comprar, pode contar com os consultores da corretora, que irão tirar dúvidas e ajudar a identificar quais são os bons investimentos para aquele momento. 

O investidor pode acompanhar sua conta, ter acesso aos custos de operação e comprar e vender ações pela Internet (com exceção dos fundos, onde quem compra e vende é o gestor).

O nome desse serviço é Home Broker e pode ser acessado pelo site de uma corretora que oferece este sistema. A lista dessas corretoras pode ser encontrada no site da Bovespa

As ordens de compra e venda também podem ser dadas pelo investidor por telefone. Ou seja, o investidor liga para sua corretora e informa o que deseja fazer. 

Sempre que se compram ou vendem ações, há um período de três dias úteis para que o dinheiro saia ou entre na conta que o investidor possui.

No caso dos fundos ou clubes, cada um tem um regulamento próprio que indica em quanto tempo o dinheiro poderá ser retirado após uma ordem ser efetuada.

Taxas 

  • Taxa de operação - cobrada cada vez que é emitida uma ordem de compra ou venda 
  • Taxa de custódia - cobrada mensalmente pela guarda das ações (a corretora pode escolher não cobra-lá nos meses em que o investidor comprou ou vendeu ações) 
  • Taxa de corretagem - paga quando a ordem de compra e venda é feita por telefone. É calculada em relação ao valor da operação.
  • Taxa de emolumentos - paga à Bovespa e calculada em relação ao valor que envolve a compra ou venda de ações. 
  • Taxa de administração - cobrada nos fundos e clubes, é calculada anualmente em relação ao valor aplicado no fundo e cobrada proporcionalmente ao período em que o investidor manteve operações. Se o investidor retirar o dinheiro em seis meses, pagará uma taxa proporcional ao período. 
  • Taxa de performance - cobrada quando o fundo supera a rentabilidade esperada.

  • Com exceção da taxa de emolumentos, cobrada pela Bovespa, o valor das outras taxas varia de acordo com a corretora. Por isso, antes de escolher uma corretora, é importante pesquisar.

    Qual o valor mínimo para investir em ações? 
    Não há valores mínimos para se investir em ações, eles variam de acordo com a corretora e o preço das ações que serão compradas. Para quem investe valores pequenos, como R$ 1.000, optar por um fundo ou clube pode ser uma maneira de aumentar o total investido.

    Porém, quando a quantidade de ações compradas por meio de um fundo for a mesma que a pessoa pode comprar investindo sozinha, torna-se vantajoso comprar diretamente. A vantagem de investir individualmente é que neste caso não se paga a taxa de administração.

    Riscos 
    A compra de ações é considerada um investimento de alto risco. Por causa das variações nos preços das ações, não há garantia de retorno do que foi investido.

    Essas altas e baixas podem acontecer, por exemplo, devido a alterações no setor de atuação da empresa. Esse é o chamado risco de mercado.

    O que também pode acontecer é o risco de liquidez. O problema aí é não conseguir vender uma ação que tenha sido comprada. Por isso, o ideal é não investir em ações valores que sejam necessários em curto prazo.

    Fonte: UOL Economia

    sexta-feira, 16 de novembro de 2012

    Conheça as 5 etapas do planejamento financeiro


    Organizar as finanças de forma correta, pode tornar o atual endividado em um investidor no futuro


    O planejamento financeiro é a base para quem quer viver de bem com o orçamento. Com ele é possível organizar o futuro e até lidar com imprevistos que podem ocorrer durante a vida, como desemprego ou um gasto extra.
    Segundo o autor do e-Book “As 5 etapas do planejamento financeiro”, o professor Elisson de Andrade, é preciso seguir algumas regras para lidar com as finanças de forma harmoniosa.

    Passo a passo

    economia - poupança - cofrinho

    As etapas do planejamento vão desde o convencimento pessoal, quando a pessoa precisa se convencer da importância de cuidar bem do dinheiro, até a etapa de investimentos.
    Na fase final do planejamento a pessoa já está preparada para colocar em prática tudo que aprendeu com cada passo, análise de oportunidades e riscos.

    Veja à seguir quais são as 5 etapas do planejamento financeiro:

    1. Convencimento pessoal: a primeira etapa é uma das mais importantes, é nela que a pessoa começa a se dar conta sobre a importância de manter as finanças em ordem para conseguir realizar sonhos. Nesta fase é preciso realizar uma mudança radical no método de pensar e agir com as finanças.
    2. Conhecimento financeiro: nesta etapa a pessoa precisa avaliar qual é seu conhecimento técnico sobre as finanças e a importância da disciplina em relação à elas. Nesta fase será possível conhecer o conceito de educação financeira e o que leva um indivíduo a ter sucesso ou fracasso financeiro.
    3. Definição de objetivos: enquanto nas duas primeiras etapas o objetivo é entender a importância da educação financeira e aprender sobre o conhecimento técnico, nesta fase, o foco é definir o que se quer conquistar ao longo da vida, como casa ou carro. Com os objetivos em mente, será mais fácil para a pessoa controlar os gastos desnecessários.
    4. Mudança de hábitos: hora de mudar todos os hábitos ruins e sair definitivamente de qualquer endividamento ou incapacidade de poupar dinheiro.
    5. Investimentos: nesta fase, a pessoa já está pronta para investir em aplicações que gerem bom retorno financeiro. O autor explica que nesta fase é possível aprender a observar as oportunidades e avaliar os riscos existentes dentro do mercado imobiliário, financeiro e do negócio próprio.

    Fonte: InfoMoney

    RETORNO ÀS ATIVIDADES

    O blog FINANÇA$ EM FOCO do curso de Finanças da UFC/Sobral é um projeto que começou a ser concretizado em meados de julho de 2012. Desde muito tempo havia a necessidade de um espaço para a divulgação dos fatos recorrentes a nossa área, optou-se por um blog por ser um espaço de fácil acesso e comunicação.
     Por falta de contato pessoal entre a equipe, o início do blog não foi tão satisfatório e acabou sendo paralisado. Porém, o sonho ainda continua (...) e cada vez mais vigoroso!!!
    Mas com grande orgulho retomamos com toda a força esse projeto. O blog além de fins acadêmicos, como por exemplo, a divulgação de eventos da Universidade, tem também o objetivo de inserir os graduandos em Finanças (e a toda a comunidade) no cenário econômico-financeiro nacional e internacional.
    Esperamos que goste do blog e caso tenha sugestões é só entrar em contato: financasufcsobralemfoco@gmail.com!!!